O boleto está morrendo, e seu checkout ainda não percebeu
Margin Peak | Agosto/2026 | 6 min de leitura
Em 2021, o boleto representava cerca de 10% das transações de pagamento no Brasil. Em 2025, sua participação nas transações online caiu para 3,9%, segundo dados do Banco Central e estudos compilados pela GMattos. A direção da mudança é clara: o boleto perdeu participação de forma acelerada enquanto o Pix ganhou espaço.
Para a maioria das operações de varejo e serviços, isso significa que o boleto deixou de ser um meio de pagamento relevante em volume, mas continua sendo um custo relevante em operação: emissão, conciliação manual, inadimplência por atraso e, principalmente, o prazo de compensação que trava capital de giro por dias que o Pix elimina instantaneamente.
Onde o boleto ainda resiste, e por quê
A queda não é uniforme. Pagamentos B2B e corporativos, e uma parcela de consumidores sem acesso a cartão de crédito, ainda dependem do boleto como meio de pagamento viável. Isso significa que eliminar o boleto por completo não é a decisão certa para toda operação, mas mantê-lo na configuração tradicional, sem QR Code Pix embutido, é deixar dinheiro na mesa duas vezes: uma vez na conversão (o Pix converte melhor que o boleto puro) e outra no capital de giro (o pagamento via boleto pode levar alguns dias úteis para ser confirmado, contra a liquidação instantânea do Pix).
A resposta técnica para esse cenário não é escolher entre boleto e Pix, é fundir os dois. Soluções de Bolepix, boleto com QR Code Pix integrado, permitem manter a opção de pagamento que uma fatia da sua base ainda precisa, capturando ao mesmo tempo a velocidade de liquidação que o Pix oferece para quem prefere pagar assim. A operação que trata boleto e Pix como concorrentes está perdendo os dois lados dessa equação.
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